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sábado, 29 de março de 2008

Vermelho.. Red.. Rojo.. Rouge...

Quero que todas as línguas vermelhas do mundo, com seus lábios vermelhos, sussurrem em meu ouvido:
- Ver..me..lho..
Vermelho que atiça, choca, seduz, ruge..Rouge..
Bergman usava o Vermelho para tornar ainda mais belo seus cenários que nos hipnotiza até hoje e nos arranha por dentro.
Almodóvar usava Rojo nas roupas, firmando assim uma personalidade quase múltipla, introspectiva que nos hipnotiza e prende ao personagem.
Vermelho infame, intimista, te causa furor, te da medo te excita.
Vermelho ta no sangue, vermelho é vida, o músculo vermelho que bombeia o sangue vermelho.
Vermelho é igual á coração.
Vermelho lembra dor, sexo, paixão e medo.
A voz muda quando se fala vermelho, ela se transforma em veludo.
Vermelho pode se juntar com todas as cores, mas não adianta, é o vermelho que vai se destacar!
Vermelho move paixão e também acompanha a morte.
Vermelho em todas as línguas...
Vermelho é Red que é Rojo igual a Rouge...

Mc Otário’s

Estava eu e mais três amigas sentadas no Mc Donald’s, eram quatro da manhã e todas estavam sóbrias.
Quando sentamos para comer o lanche, notei que havia um grupo grande entre eles homens e mulheres, tudo gurizada e alterados do álcool ou outras coisas.
A gente sente quando algo de ruim vai acontecer, vi na hora que eles iam fazer de tudo para chamar a atenção de qualquer um que ali estivesse.
Começamos então a comer, percebi que todas nós estávamos comendo rápido para evitar uma futura confusão. Mas não demorou muito para o grupo começar o gritedo e a sessão humilharemos o mundo parte 2.
Todos que ali passavam eram vitimas de alguma piada maldosa, podre, ridícula, desnecessária entre outros adjetivos que não cabem expor aqui.
Mas sempre tem um que faz de tudo para chamar mais atenção, e esse usava aparelho, aparentava ter grana, (que por sinal todos ali na roda aparentavam). Justamente esse não me atraiu fisicamente, definindo: “o achei feio” e graças a minha ótima educação, não senti a necessidade de lhe dizer isso, não sou motivada a humilhar as pessoas.
Até então eu não tinha notado a presença dele, sendo feio ou não, ele não se tornara meu atrativo, era indiferente.
Mas ele, o Feio fez questão de gritar, gritava de tudo para quem passasse. Ele importunou todo mundo, e é claro que os amigos, “Maria vai com as outras” entraram na onda.
Obviamente não tenho sangue de barata, meu estomago começou a embrulhar de tão estressada que comecei a ficar, sei que deveria ignorar, pois eles não estavam mexendo comigo, me mantive em silencio e pensei “mais uma e eles vão ouvir”.
Só que eles, os Ogros, não se limitavam a mais uma, era um constante show de humilhação e ninguém fazia nada, todos aceitavam e tentavam entrar na “onda da brincadeira”, mas eu vi que aquilo estava incomodando muita gente. Enquanto comíamos, eles resolveram cantar um hino de um time de futebol (que não será divulgado) e batiam na mesa com violência, não demorou muito para começar as ofensas para o time adversário. E todos continuavam a não fazer nadaaa.
Foi quando uma atitude conseguiu me irritar ao extremo. Foi essa; três gurias estavam saindo da lancheria, quando um dos Ogros gritou: - Ei morena, muito bala o teu cabelo.
Obviamente ela não respondeu e o ogro que estava por avacalhar continuou seu inteligente raciocínio: - Pena que parece uma vassoura, sua escrota!
Na hora me perguntei: O cara por um acaso a conhece? Ela fez alguma coisa pra ele?
Então percebi a necessidade que eles tinham de humilhar e expor isso a todos, sem ao menos pensar em qualquer tipo de sentimento alheio, talvez porque eles NÃO tenham um.
Uma rápida constatação; pela minha humilde vivencia, percebi que certos Ogros quando estão em grupo e acompanhados de outros Ogros sentem a necessidade de extravasar, tudo isso porque estão EM grupo, porque se estivessem sozinhos estariam comendo quietinho o seu lanchinho e com o rabinho entre as pernas.
Na hora disse: - A não, pra mim chega, paguei pelo lanche não pra ver animais rosnando.
Uma amiga minha me segurou, terminamos o lanche e saímos, mas não hesitei em encarar um por um, e acreditem, eles não disseram nada, pelo menos enquanto não havia saído pela porta.
Ficamos lá fora, todas nós visivelmente estressadas, mas não demorou muito para á manada de Ogros saírem porta a fora dando seu showzinho.
E não é que o feio, sim aquele que não era meu atrativo veio até nós gritando e pedindo cigarro, percebi que era o momento e comecei a discursar. Não o ofendi, por mais que quisesse, apenas critiquei a atitude dele e pedi que parasse de gritar, foi quando um outro Ogro se aproximou, comecei a discursar, mas minha vontade era de chamá-los de tudo e mais um pouco, juro se eu fosse uma descontrolada não hesitaria em partir para agressão física.
Fui o mais suava possível com as palavras, disse que não havia a necessidade de humilhar as pessoas e relembrei o fato que havia me deixado enfurecida, obviamente um Ogro e Feio daqueles não se sensibilizariam com nada.
Terminei o assunto dizendo: - Vocês não conseguem nem ter um dialogo intelectual, taí o futuro do Brasil.
E acreditem eles não me ofenderam, não sei por que, mas um saiu gritando:
- Deixa, ela é revoltada, vai estudar, vai estudar! Que depois conversamos sobre a economia mundial.
O fato terminou com um dos Ogros levantado o meio do dedo e fechando os outros quatro, literalmente mandando eu tomar no C..
Minha amiga então disse: - Não adianta discursar pra bêbado!
Foi então que me peguei em um dilema e uma grande contradição, pois acabara de escrever sobre um texto que criticava as formas pejorativas que alguns tratam as pessoas (texto abaixo: Pejoro.. O Que?).
Então a duvida ‘Mor’ surgiu:
Ser pejorativo ou não? Como você os definiria? Como ogros? Como feios? Ou como nada?
È difícil manter a postura e o controle onde há descontrole!

sexta-feira, 28 de março de 2008

Disfarcei ???

Só sei que não sei de mais nada, e quando penso saber, sei menos ainda.
As coisas não acontecem no teu previsto, o que frustra um pouco, porque quando tu vê foi, e agora o que fazer? Como sair dessa? Como arrumar? Como disfarçar?
O desespero bate, o coração acelera, as mãos suam, seu rosto enrubesce e você estagna.
Parece que todos te olham.
Mas a sua mente esta num turbilhão é realmente adrenalina pura.
De repente, Buuummmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm.
A bomba estourou e todo mundo viu que tu não soube o que fazer e como fazer.
Passou, ai tu pensa: “A já esqueceram, eu já esqueci!” Mentira, não esqueceu não, porque tu acabou de lembrar buddy.
O desespero volta porque tu esta começando a lembrar e o sentimento volta, tua mão sua, palpitações, seu rosto quente e vermelho só que dessa vez tu não estagna, tu simplesmente deixa passar.
Então se percebe que só o tempo vai disfarçar a bomba que explodiu, mas lá no fundo tu sente que outras virão, e que tu não conseguira disfarçar.
Por isso lembrem de testar sempre o gravador, antes de usá-lo.

terça-feira, 25 de março de 2008

Apaixonite agudAaaaa...

Sim, existe, e é tão intensa quanto a Paixão. Apaixonite te pega de surpresa e é momentâneo, o suficiente para marcar profundamente, eu disse profundamente os corações adormecidos.
È como se fosse uma injeção de adrenalina.
Conceito de Paixão by dicionário: Sentimento ou emoção levado a um alto grau de intensidade. 2. Amor ardente. 3. Entusiasmo muito vivo. 4. Atividade, hábito ou vício dominador. 5. O objeto de paixão. 6. Mágoa. 7. O martírio de Cristo.
Então Apaixonar é se encher de Paixão.
Paixão dói, e muito, Cristo, por exemplo, morreu na cruz por Paixão aos homens e não por amor, ‘minha opinião’. E nós morremos na cruz invisível da Paixão.
Apaixonite é aguda, sinto que é fina e extensa, vai rasgando o coração, não dilacerando como faz a paixão, mas vai pinicando indo e voltando.
Aí como é bom, se não machucasse não seria.
Percebem a contradição? Algo tão bom e intenso é algo ruim também.
Ahhhhhh entendi, são os extremos..os exageros..Apaixonite é quase igual a Paixão, só que ela consegue ser mais rápida e avassaladora.
Putz, eu quero viver de Apaixonites, e se possível por todos aqueles que passarem na minha vida, termina uma, começa outra. E isso não é ser leviana, nem volúvel e muito menos libertina. Isso é apenas sentir, pois se for real não é leviana, volúvel ou libertina!
Então acordem esses coraçãozinhos que algo fininho vai cutucar, mas não se assustem será rápido, mas não indolor.

Pejoro... O Que?

- Como? Desculpe do que você me chamou?
- E ae negão, e ae viado e ae puta!
- Ah sim agora entendi!

Tratar com torpeza aquele que nem se conhece, típico dos humanos, não?
Pois não consigo entender o conceito de Homofobia, sei do significado da palavra dada pelo dicionário, mas não consigo assimilar como um sentido, ou melhor, como algo que sinta por outro. È tão absurdo que me assusta.
Existem grupos como os Skinheads “cabeça dura ou parvo na gíria calão inglesa”. Que se divertem odiando pessoas que eles mesmos classificam dessa forma e entre outras classificações ignorantes; Mas não são todos os Skinheads que fazem isso, só os loucos.
Porque essa mania de estigmatizar alguém que nem se conhece?
Qual o real sentido de ‘Puta’? ‘Gay’? ‘Negão’? Tudo depende de como a frase é formulada, sim sabemos.
Mas quando a frase acaba virando ofensiva pela forma que é usada a palavras dando origem a um nome como (puta, negão e viado), tornamos então o significado ofensivo, humilhante e consequentemente magoamos a pessoa.
Puta = Prostituta? Aquela que vende seu corpo para ganhar dinheiro, sim é uma profissão, goste ou não é uma profissão honesta. Porque não seria? O corpo é dela, das ‘putas’ ou não, dos ‘gays’ ou não, dos ‘negros’ ou não.
Acaba sendo fácil transformar palavras que tentam ‘definir’ alguém de forma pejorativa.
Mas que feio esse vício de dizermos que é roupa de ‘puta’, por ser curta. Que é atitude de ‘negão’, por não agradar. Que é coisa de ‘viado’, por se ter um sentimento fora do ‘comum’ perante um ‘macho’.
Viu, que dilema? Usei á palavra macho, fiz uma classificação pejorativa.
Definimos alguém ou uma situação usando as palavras erradas para encurtar uma ‘explicação’, que possa vir a definir alguém. Como uma palavra definiria alguém ou uma ação? Sendo que ás vezes se torna um palavrão!
Por isso temos que medir as palavras, e não sugiro que seja com fita métrica.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Se não sabe o que perguntar NÃO pergunte

Perguntas, perguntas que geram duvidas e também tiram duvidas, mas, por favor, não me venham com perguntas hipotéticas. Se o SE realmente existisse ele não seria uma opção. Perguntas são para tirar alguma duvida real, e não hipotéticas.
“Veja bem, não sou contra perguntas hipotéticas, só que acredito que esse é um ato falho para tentar descobrir alguma reação ou até mesmo a personalidade de alguém de forma indireta, faça a pergunta de forma concreta, é mais simples.”
Perguntas são para desconhecidos, conhecidos, para conhecer ou reconhecer e assim vai...
Se o mundo acabasse hoje o que tu faria? (Pergunta hipotética mais comum).
Ah por favor, a gente só sabe o que fazer quando é algo real, sólido, concreto, assim é filosofar, não seriamos verdadeiros na resposta. Porque quando acontece uma ação dessa magnitude temos que ser rápidos e não racionais.
Perguntas, perguntas fazem à gente coçar o queixo e olhar (somente com os olhos, sem movimentar o rosto) para cima.
Ai um diz: - Não estas sendo sincero!
O outro questiona: - Por quê?
O outro rebate com autoridade: - Porque não olhou nos meus olhos! (é até bonitinho, mas ai caímos no ridículo de questionarmos de forma indireta a credibilidade do caráter da pessoa).
Digam-me dês de quando NÃO olhar no olho é falsidade? Quem inventou isso que penetra em nossa mente e faz acreditarmos fielmente nessa “regra”?
Sejamos menos hipócritas e mais objetivos.
Questione, não tenha medo, ser ridículo faz bem às vezes, mas a curiosidade é sinal de sabedoria, aquele que pergunta tem sede de saber.
E por favor, se perguntar esteja realmente interessado, e ao menos preste atenção, não caia no ridículo de perguntar “again” por não ter prestado atenção no desenredar da conversa.
Então ‘meus caros’ pergunte mais sobre aquilo que vai te acrescentar e pergunte de menos sobre aquilo que só te gerara duvidas.